Casos
Os nomes utilizados são fictícios.
Ametropias
Esta categoria inclui problemas bastante comuns: miopia, astigmatismo, hipermetropia. E diante de uma ametropia, dificilmente será proposto um tratamento que tenha como foco a reeducação visual. Afinal, faz parte do senso comum a idéia de que problemas visuais devem ser totalmente compensados por lentes corretivas.
Estamos acostumados a acreditar que nossos olhos são sistemas ópticos fechados e que nada poderá ser feitos diante de um erro refrativo sem a interferência de correção externa, seja pelo uso de lentes ou pela cirurgia refrativa.
Fomos educados a ter uma visão imediatista da saúde. Nosso mundo apressado não é tolerante com procedimentos que demandam tempo e concentração. Se podemos “corrigir” uma miopia com um simples par de óculos, porque nos incomodaríamos em gastar horas exercitando nossos olhos de acordo com uma técnica baseada em preceitos não cientificos?
As estatísticas mostram aumentos significativos nos problemas visuais. Cada vez mais crianças, desde a mais tenra idade, têm sido diagnosticadas com miopia. Adultos que trabalham em escritórios sofrem de cansaço visual pelo uso excessivo do computador. Os mais idosos, pela maior expectativa de vida, vêm se deparando com mais patologias visuais do que antes.
A auto-cura da visão começa com uma modificação na percepção dirigida de dentro para fora. Os exercícios são formatados para que haja um uso mais equilibrado do sistema visual, ou seja, enxergar deve ser um ato relaxado e não sinônimo de esforço. O uso das lentes corretivas deve ser reavaliado no que se refere ao poder dióptrico das lentes. Muitas vezes lentes mais “fracas” obrigam os olhos a trabalharem, evitando a dependência.
O objetivo não é tirar os óculos da pessoa, mas eliminar a dependência. É importante olhar para os óculos como uma ferramenta de uso e não como uma muleta. Com graus mais altos há uma necessidade maior do uso, mas há sempre uma situação em que o olho possa descansar e desfrutar de maior liberdade, favorecendo, outras porções da retina..
Caso
Ana, 45 anos, alta míope , que nunca conseguiu correção adequada mesmo com suas lentes de contato, ao se submeter ao processo de educação visual mostrou uma significativa melhora em sua acuidade visual depois de três meses de trabalho. As sessões se resumiram em práticas de relaxamento visual, onde ela aprendeu a perceber melhor a presença da visão periférica e do uso consciente da visão binocular. Em conseqüência, melhorou qualidade de leitura e atenção, uma de suas queixas principais. Hoje Ana consegue aproveitar muito melhor sua visão funcional e se sente bem adaptada à correção das lentes de contato, pois aprendeu a enxergar sem esforço.
Presbiopia
É a perda gradual do poder acomodativo do cristalino que traz também uma perda do poder de convergência. Isso intensifica a dificuldade de enxergar perto; é a chamada “vista cansada”, bastante comum depois dos 40 anos. A presbiopia é o resultado de uma vida de esforço visual. Revela o cansaço de olhos que trabalharam incessantemente sem terem o espaço necessário para relaxamento.
No nosso trabalho são feitos exercícios de convergência e de olhar detalhes ao longe, que ajudam a reverter essa perda visual.
Caso
Pedro, 52 anos, há anos resistia aos óculos de perto. Sempre desfrutara de boa visão e não queria aceitar essa nova restrição da idade. Fizemos 10 sessões de relaxamento visual e corporal profundo e ensinei exercícios visuais para estimular a acomodação do cristalino e convergência. Ao final desse período ele lia sem óculos com conforto. É claro que a manutenção desse resultado depende da prática constante, pois não podemos nos esquecer que presbiopia é o resultado do envelhecimento natural do cristalino.
Glaucoma
Glaucoma é uma patologia que pode ser considerada das mais devastadoras para o sistema visual. Em geral age silenciosamente e, quando a pessoa percebe, ele já está em estágio avançado. Provoca inicialmente perda do campo visual periférico e pode levar à cegueira, se não for controlado. Os procedimentos normais procuram controlar a pressão intra-ocular (PIO) através de colírios, e, quando isso não é eficaz, o procedimento é cirúrgico.
Sob o ponto de vista de nosso trabalho, olhos glaucomatosos são olhos fracos, mal nutridos pela circulação sanguínea. Em geral percebe-se que a pessoa não tem um bom equilíbrio binocular, trabalha excessivamente com a visão central em detrimento da periférica e apresenta muita tensão corporal, especialmente na região cervical. Soltar o pescoço através de massagem e exercícios dirigidos é a primeira providência. Em termos de práticas visuais, procuramos estimular o equilíbrio entre visão central e periférica assim como integrar o uso da binocularidade. É importante frisar que muitas pessoas apresentam um desequilíbrio sutil, que não se configura em uma deficiência clara de equilíbrio binocular, mas que é suficiente para provocar um stress desnecessário e nocivo.
Reduzir a pressão intra-ocular é algo que leva tempo e é necessário que se pratique os exercícios com bastante empenho. Massagem, auto-massagem e exercícios corporais para aliviar a tensão no pescoço, ombros e meio das costas são extremamente eficientes para reduzir a PIO. É imperativo que o pescoço esteja solto para permitir circulação sanguínea adequada, assim como uma boa drenagem do humor aquoso.
É importante frisar que nosso trabalho se resume à visão funcional. Não interferimos na conduta médica em hipótese alguma. Procuramos reeducar a pessoa em relação à visão residual.
Caso
Portador de glaucoma , Paulo, 68 anos, manteve sua pressão intra-ocular (PIO) controlada por 10 anos, até que em 2008 ela saiu do controle. Iniciou-se um processo de troca de colírio, sem resultado satisfatório. Foi quando me procurou para tratamento. Percebi que seu pescoço era bem mais tenso do que o normal. Alguns meses de exercícios visuais e um pouco de exercícios corporais não foram suficientes para reduzir a PIO. Mais recentemente iniciamos uma dinâmica bem mais específica de exercícios e massagens para soltura do pescoço. Em duas semanas houve a diminuição de 4mmg na PIO.
Degeneração macular
Degeneração macular é uma das retinopatias – doenças da retina – mais comuns. Existem muitas outras, como : retinose pigmentar, retinopatia diabética, doença de Stargart. A forma de tratá-las é parecida. Apesar de não haver a possibilidade de recuperar células que morreram, é possível recuperar a percepção das que ainda estão vivas e que podem ficar operantes.
A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma lenta e gradual deterioração das células da mácula, região central da retina, altamente especializada na captação de detalhes. É a porção utilizada para ler, escrever, dirigir, reconhecer objetos etc. Considera-se um sinal de alerta quando linhas retas aparecem tortas, imagens ficam borradas ou encobertas por uma névoa bem no centro da imagem. Esse é um dos principais problemas visuais que pessoas acima dos 60 anos enfrentam. E é assustador observar as estatísticas, que apontam um aumento progressivo em indivíduos mais jovens.
Acreditamos que a DMRI tenha uma relação com o uso desequilibrado entre a visão central e a periférica. Atualmente somos induzidos ao trabalho excessivo da visão central, mais especificamente da visão próxima. Longas horas diante do computador, muita informação dependente de leitura sob condições adversas e com prazos reduzidos, uso indiscriminado de óculos, provocando um excesso de fixação do olhar, além do constante estado de stress emocional, tudo isso faz parte do modus vivendi do homem moderno. Como resultado reduz-se a demanda da visão periférica e conseqüentemente ocorre diminuição da percepção do campo visual. A visão periférica está associada à porção da retina destinada à visão noturna e percepção espacial.
Ao trabalhar com pessoas portadoras de DMRI, percebemos que elas tendem a evitar olhar detalhes, mesmo aqueles ainda possíveis. Isso faz parte de um mecanismo de proteção contra o grande desconforto emocional desencadeado a cada tentativa frustrada. Uma restrição psicológica vem para somar à perda real. Em outros casos ocorre excesso de fixação, o que também tem efeito dificultador. No trabalho de reeducação do olhar procuramos ensinar essas pessoas a perceber a visão residual através de exercícios que as estimulem a observar os contrastes, olhar a textura de tecidos, formato das letras etc. Criamos desafios possíveis, procurando sempre surpreender seu comportamento visual, na busca de maior abertura e dinamismo.
Um programa de DMRI deve conter muitos exercícios de relaxamento e de estimulação, tanto para a área afetada, como para o restante do corpo.
Casos
Joana chegou ao consultório com degeneração macular do olho direito e visão central muito diminuída. Começamos a estimular a área com exercícios que focalizam a região degenerada e que a obrigaram a se relacionar com aquela região. Aos poucos aquele filtro denso ficou mais tênue e esse olho passou a funcionar com mais propriedade junto ao outro.
Clara, 71 anos, tem degeneração macular em ambos os olhos há dez anos. Um deles está mais comprometido. Ela me procurou há seis anos para um tratamento. Como esse é um processo degenerativo, depende de um trabalho constante para que possamos impedir o avanço. Após esses anos, não apenas a degeneração está estacionada, como melhorou o desempenho do olho mais afetado. Ela sente mais integração na visão dos dois olhos e é capaz de ler sem esforço e por mais tempo, algo que não conseguia antes.
Cataratas
A catarata é uma densificação do cristalino, resultado do processo de seu crescimento constante ao longo da vida. Para tratá-la pelo método Self-Healing procura-se flexibilizar o cristalino o máximo possível. E a melhor maneira de se fazer isso é olhar ao longe por tres minutos, induzindo-o, assim, ao relaxamento.
Caso
Luisa, 51 anos, apresentava catarata incipiente em um dos olhos, suficiente para provocar alteração no desempenho visual. Como catarata é uma alteração metabólica, antes de iniciar o trabalho de educação visual, passou por um procedimento de desintoxicação e reeducação alimentar, supervisionado por uma médica ayurvedica. Em seguida fez dez sessões de educação visual e sintonica. Focalizamos o trabalho em exercícios de flexibilização do cristalino e relaxamento corporal e visual. A catarata desapareceu.
Distúrbios de binocularidade
São considerados distúrbios de binocularidade, problemas que afetam o uso equilibrado dos dois olhos, como o estrabismo e até disfunções menores que podem causar dificuldade de aprendizagem em crianças.
Na terapia ortoptica tradicional o estrabismo é tratado com exercícios que trabalham o olho por estimulação continuada. Diferentemente disso, no Self-Healing trabalhamos através do relaxamento, numa dinâmica de prática de exercícios curtos várias vezes ao dia.
Muitas crianças apresentam disfunções imperceptíveis que as levam a sofrer na escola. É uma diferença na velocidade de recepção de cada olho que não chega a configurar estrabismo, mas que dificulta a aprendizagem. Esse distúrbio também é tratado por meio de exercícios.
Na terapêutica tradicional os exercícios para tratamento de distúrbios de binocularidade são usados só para crianças. Os adultos são encaminhados para cirurgia ou recebem compensação por lentes prismáticas. Em nosso trabalho, também os adultos são tratados com exercícios e os resultados obtidos são excelentes.
Caso
Maria, 70 anos, apareceu em meu consultório em novembro de 2006 com um quadro de estrabismo e diplopia (visão dupla) em decorrência da paralisia do nervo abducente. Ela havia se submetido a uma bateria de exames e à opinião de vários especialistas. A palavra final ficou a cargo de um neurologista, cujo parecer não foi nem um pouco alentador. Ela poderia muito bem conviver com o uso de lentes prismáticas para correção da diplopia, mas não havia nada mais a fazer. Cada vez que tirasse os óculos, a visão dos objetos ficaria duplicada. Foi quando um oftalmologista amigo sugeriu que ela me procurasse para aprender exercícios visuais.
Temos trabalhando diligentemente desde então e os resultados são animadores. O desvio não é mais perceptível, a diplopia se apresenta apenas quando olha em uma direção específica e sua acuidade visual melhorou sensivelmente. Aos poucos, Maria retomou a rotina de trabalho e lazer, antes reduzida ao essencial. Devo confessar que a maior parte do mérito está com ela, pois poucos são tão conscientes e disciplinados.
Sindrome da visão do computador.
O advento dos computadores provocou uma condição de esforço repetitivo visual e postural chamada síndrome da visão do computador. Os sintomas incluem tensão visual, cansaço geral, dor no pescoço e nuca, olhos secos e dificuldades de focalização da imagem, além dos problemas posturais gerais. Esse stress visual não resulta apenas do trabalho prolongado diante da tela, mas para muitos usuários, como resultado de tarefas que exigem alta demanda cognitiva.
Pior, a tela do computador é em si um fator de stress. Para descobrir que ela encontra-se a 40 cm dos seus olhos, o cérebro analisa as bordas e espaços entre as letras para comandar os ajustes de foco. Infelizmente não há bordas definidas e espaços na tela do computador. Existem apenas pixels – pequenos pontos não nítidos que existem em lugar nenhum. Privado das chaves essenciais, o cérebro procura em vão por uma distancia focal.
Por isso é importante fazer intervalos no trabalho do computador com exercícios visuais e tentar manter-se consciente da sala ao redor, estimulando a visão periférica para evitar excesso de fixação da visão central. Tensão no pescoço e ombros por causa de postura imprópria no computador ajuda a aumentar o problema e deve ser considerada também.
Caso:
Patricia, 35 anos, apresentava um espasmo acomodativo pelo uso excessivo do computador. Seu cristalino não conseguia mais fazer os devidos ajustes às diferentes distancias focais. O resultado da visão borrada tanto para perto como longe, era dores de cabeça constantes, olhos vermelhos e extremo cansaço visual. Começamos um programa intensivo de exercícios para flexibilização do cristalino, sessões de sintônica e relaxamento corporal. Bastaram 15 encontros para restabelecer uma capacidade visual sadia. Todos os sintomas desapareceram.
Veja também
Casos
Conheça melhor os principais problemas visuais e entenda na prática como funciona o método Meir Schneider – Self-Healing.
Textos
Para quem quer aprofundar conhecimentos, textos completos sobre patologias, ametropias e o método Meir Schneider – Self-Healing.
Método
Saiba como funciona o método Meir Schneider – Self-Healing e como ele atua na educação visual.
Blog
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